17 de jun de 2016

Adeus

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Eu sempre gostei muito de maternidade.
Sempre.
Eu sempre fui daquelas crianças que ficavam pedindo pra segurar o bebê dos outros o tempo todo, sempre amei brincar de boneca e de tratá-las com o maior carinho do mundo. Eu sempre amei crianças.
Eu acho que como a maioria das meninas/mulheres  eu sempre quis ser mãe.
E eu espero que isso aconteça um dia (não por agora - em nome de Jesus).
Mas eu acho que como a maioria dos adolescentes eu sempre impliquei muito com a minha mãe. Eu sempre fui meio dramática, sabe ?
Do tipo, nossa minha mãe é insuportável ! Eu queria ser filha de fulana ( e todas aquelas idiotices que nós adolescentes falamos sempre quando brigamos com a nossa mãe)

Mas o que eu não percebi - e me arrependo por não ter percebido isso antes, é que eu sempre tive uma mãe maravilhosa.


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Uma mãe que quis me dar o que ela nunca teve, que amava me levar ao salão e fazer roupas para mim porque queria me ver linda como as outras meninas. Que não me dava muitas obrigações domésticas porque queria me ver brincar e me divertir. Que podia estar sem muito dinheiro, mas sempre me dava dinheiro pra comprar doce. Que ia dormir 1 hora da manhã pra ficar fazendo panqueca e sorvete para eu e meu irmão comermos aos domingos. Que guardava com carinho todas as cartinhas que eu fazia para ela. Que me dava a maior educação. Que aturava as minhas birras. Que levantava todos os dias duas horas da manhã e ia ao pé da minha cama orar pra Deus me proteger. Que me amava apesar das minhas respostas, da minha ignorância e das minhas birras.
Ela me amou até o último segundo da sua vida.
Que mesmo com câncer avançado no último estágio sua oração era pedindo a Deus para deixá-la viver pois queria me ver crescer.
Mas como todos nós iremos um dia, 
ela se foi.
Se foi dia 07-06-2016.
Hoje faz dez dias que minha mãe morreu.
E eu sinto a falta dela a cada segundo.
Eu queria muito ter sido uma filha melhor.
Queria ter amado ela mais, queria ter aproveitado cada momento com ela...
Meu pai me contou que quando a olhou morta, ela tinha uma lágrima não derramada no canto do olho. 
Ela lutou por 2 anos, 3 meses e três dias (esse foi o tempo do tratamento pois ela nos escondeu essa doença por 8 anos )
Minha mãe foi a pessoa mais maravilhosa que eu conheci.
Mas eu sei que ela está em um lugar melhor agora, e que ela cumpriu o seu objetivo de vida que era deixar um legado e levar pessoas a conhecer a Cristo. Ela conseguiu.
Eu espero ser como ela um dia.
E eu quero aproveitar esse post para agradecer a todos que estiveram ao meu lado nesse momento difícil.
Em especial ao meu pai, meu irmão, a Irmã Dantinha (que foi corajosa o suficiente para nos dar a notícia), a Dinha, Kelly, Késia, Cleidson, a Náiade ( obrigada por ser um parasita e ficar me abraçando o tempo todo, eu nunca vou me esquecer o quão carinhosa você foi, eu te amo muito irmã <3) a Vitória (minha baixinha linda que ficou comigo o tempo todo), a Isa ( que também já passou por um momento como esse), a Kailane (obrigada viu galega ?), a Rute, Paulinho e a toda minha família de Barrocas. A meus amigos de Serrinha que foram super bacanas comigo. As meninas de vários blogs que me mandaram mensagens de conforto. Enfim, a todos que me ajudaram nesse momento difícil.
Eu nunca vou me esquecer de vocês.
Eu amo vocês,
obrigada a todos.
Obrigado mãe.
Te amarei sempre.